sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A física da alma



Setembro está compondo seus últimos dias. A Primavera começa, no Sul, como tem que ser: vento diminuindo a intensidade; manhãs ainda amenas, mas bem mais radiantes; pores-do-sol como aquarelas divinais; um vasto bilhão de estrelas num universo infinito - mas em expansão; flores desabrochando nos jardins que ainda restam; vida que reinicia...

Tudo (e nada) tem sabor de poesia, nas escolhas minhas. A gente decide continuar; quando seguir adiante é enfrentar mares revoltos. O ímpeto brioso, a esperança velada, um amor incondicional. Palavras não refletem a realidade, mas compõem o cenário; os últimos dias de Setembro, os primeiros dias da Primavera no Sul do país começam como tem que ser.

Aprendi que a consciência é o lema dessa nova geração. Mas não aprendi hoje, foi um insight oriundo de um tempo não linear porque passado, presente, e futuro se misturam. Após ler Deepak Chopra, Chico Xavier, Waldo Vieira, Freud, Jung, Nietzsche, Einstein, Jiddu Krisnamurti, Victor Hugo, Hemingway, Tagore, Guimarães Rosa, Leonardo Boff, e algumas ideias de Helena Blavatsky (não tive acesso a obra completa), entrei em contato com as ideias do físico nuclear Amit Goswami – indicação da Mery Rock.

A Primavera adentrou, e a Mãe Terra está novamente grávida. Andemos pelos campos com leveza de alma, com um sorriso-mundo. Meus problemas e meus temores são insignificantes e indignos diante do esplendor da criatividade, e da força vital reinante…

Nada mais.

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